
deixo o meu descontentamen to, não em relação ao anexo, mas em relação à lei em si: só é triste o facto dos contribuintes cumpridores não terem regalias! assim, só a vale a pena ser incumpridor!
Colega,
Partilho, em parte, do seu descontentamen
to. A parte em que não partilho tem a ver com as razões que - tanto agora como no passado - deram origem a estas medidas excecionais de "perdão": a nossa economia é frágil e a nossa negociabilidad
e política é proporcional e, por isso, não temos a capacidade da França em fazer negociatas secretas com a CE. Ao estarmos reféns de certas percentagens de défice orçamental ficamos reféns, igualmente, da fatídica data de 31 de Dezembro. Em desespero, todos os governos de todas as cores político-partidárias procedem de modo idêntico.
Mas há originalidades como, por exemplo, a de Bagão Félix: quando foi ministro das finanças mandou comprar centenas de carros topo de gama em outubro (para serem pagos no ano a seguir) sendo que em Dezembro ia arrecadar, entre outros impostos, o IVA liquidado. Tudo em nome do défice.
Cumprimentos,