Boa tarde.
Uma boa forma de começar seria analisar os argumentos que levaram à adopção da IFRS 16 (que substituiu em termos internacionais a IAS semelhante à NCRF 9); muitas vezes nas introduções das análise são mencionados os pontos que levaram o IASB a alterar a forma de contabilização .
No entanto, posso lhe desde já adiantar alguns pontos:
- a contabilização dual das locações segundo a NCRF leva a que muitas vezes existam compromissos muito significativos não registados no balanço, isto porque, as empresas efetuam contratos de forma a serem classificados como operacionais e como tal, não impactuam nos rácios de divida das empresas; os casos mais importantes são os casos das empresas de aviação ou retalhistas; se consultar as demonstrações financeiras em IFRS de uma empresa deste sector irá reparar que de 2017 para 2018 houveram aumentos muito significativos nos leasing e nos ativos;
- muitas das vezes era dificil aferir se uma locação era operacional ou financeira, estando muitas vezes isto dependente da da capacidade de argumentação da empresa ou do auditor;
- na minha opinião passamos a ter uma maior comparabilidad e entre empresas, considerando que o método de financiamento dos ativos (leasing ou antiga locação operacional) deixou de ser classificado de forma diferente.
Espero ter conseguido ajudar.
Artur.