Bom dia,
Hoje venho aqui fazer um desabafo sobre este tema do estágio.
Atualmente possuo uma outra ocupação profissional, mas gostaria de conseguir obter também o título de TOC.
Apesar de ter uma licenciatura em Economia e um mestrado em Gestão, tive de fazer, a pedido da OTOC, algumas unidades curriculares adicionais, tais como Fiscalidade e Contabilidade Analítica para complementar a minha formação académica.
Chegou então a fase seguinte: o estágio. Preparei e entreguei toda a documentação necessária para inscrição na OTOC e realização do estágio e paguei os 400€ que são exigidos pela Ordem.
Desde o início fui o mais transparente possível com a OTOC e indiquei que tenho outra ocupação profissional a full time e que só poderia realizar o meu estágio em regime pós-laboral. Cheguei mesmo a colocar a questão a uma pessoa da OTOC quando lá fui presencialment
e entregar a documentação e parecia haver essa compreensão. Do lado do gabinete onde iria fazer o estágio não existiria problema porque não têm um horário das 9h-17h e, sendo um gabinete pequeno, mas com alguns clientes trabalhosos o horário estende-se na maior parte dos dias para além das 17h e para além dos 5 dias "normais" de trabalho.
No entanto a OTOC mostra-se agora inflexível, apesar de todos os argumentos que já utilizei e provas dadas em termos de percurso académico (fiz p.e. as unidades curriculares adicionais que me foram exigidas em regime pós-laboral no ISCAL e com distinção: Fiscalidade 18 valores e Contabilidade Analítica 20 valores), e enviou carta a dizer que aceita o meu pedido de candidatura, com admissão a estágio e exame, mas dado que de acordo com o regulamento da OTOC o mesmo tem de ser realizado dentro do "horário laboral" pedem para indicar novo horário de estágio.
Tendo em conta que tenho outra ocupação profissional e não fará de todo sentido rescindir contrato por uma coisa que é ainda incerta, devem querer que (i) minta ou (ii) opte pela outra alternativa que é fazer duas cadeira de simulação empresarial (custo de 1200€).
A meu ver, e já tendo exposto à ordem por escrito estas minhas considerações, acho que é muito mais rico em termos de experiência profissional o contacto real com os clientes e com o trabalho do dia-a-dia de um TOC do que mais umas cadeiras.
Quando lhes perguntei uma vez por telefone o que significava "horário laboral" disseram-me horário em que os serviços públicos estão abertos. Tendo em conta que a maior parte do que é necessário tratar se faz online (excepção constituição de empresas e eventualmente reclamações), não entendo muito sinceramente este requisito.
Enfim, depois de todo este meu desabafo, gostaria de saber se alguém já se deparou com este problema e se arranjou outra solução que não fosse ter de fazer as tais cadeiras de simulação empresarial.
Obrigada,
Inês Silva