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Eu empreendedor - Dificuldades!

1 Respostas    9.529 Visualizações

Iniciado por Paulo Carvalho, Maio 09, 2013, 04:04:59 PM

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Paulo Carvalho

Caros membros,

Como o tema é de interesse geral, mas mais ainda para quem está numa situação de desemprego ou com vontade de "assumir" os seus destinos, venho solicitar a vossa colaboração neste pequeno inquérito.
Pretende-se obter uma ideia muito sucinta sobre as dificuldades encontradas para avançar com um projecto empresarial.
Os comentários são sempre bem-vindos, mas é vital participarem na votação!


Muito obrigado mais uma vez!

Cumprimentos
Paulo Carvalho
Cumprimentos
Paulo Carvalho

André Pereira

Boa tarde Paulo,

Cá vai a minha opinião sobre a temática.

Para fazer investimentos num determinado projeto empresarial ou negócio é necessário ter perfil para assumir riscos e algum capital próprio, pelo menos 15 a 20% do valor de investimento total (incluir imprevistos, fundo de maneio até ao equilíbrio da tesouraria, etc.).
Nos capitais próprios deve contemplar o estudo do negócio para poder tomar uma decisão de investimento. Após esta fase deve avançar  com o plano de negócios/projeto.

Na presente conjuntura, nacional e internacional, a importância de ser empreendedor e de criar um negócio próprio, assume-se como uma questão claramente estratégica e já não dependente exclusivamente da vocação e do perfil de uma pessoa, passando a ser, em muitos casos, uma questão de sobrevivência uma vez que os jovens, ao não encontrarem saídas no mercado de trabalho, são frequentemente obrigados a criar o seu posto de trabalho, através da criação de um negócio.

As empresas valorizam cada vez mais, quadros com perfil marcadamente empreendedor, capazes de criar ideias e desenvolver soluções. Neste sentido, o empreendedorismo por conta de outrem, tem vindo a ser muito valorizado no meio empresarial. Na última década, a promoção junto dos jovens de uma atitude mais empreendedora, invadiu as salas de aula do ensino básico, secundário e superior mobilizando, gradualmente, os jovens para a necessidade de assumirem desde cedo, uma postura mais proactiva, mais criativa, mais inovadora mas, acima de tudo, menos adversa ao risco.

Tem-se vindo a formar uma nova geração de empreendedores e de empresas portuguesas que nascem com uma visão e estratégia global e que aplicam desde a sua génese sistemas de gestão de inovação e de qua¬lidade, colocando-as naturalmente ao mesmo nível das suas concorrentes internacionais. A área de I&D - Investigação e Desenvolvimento, tem vindo a ser alvo de um considerável investimento e pela primeira vez na nossa história, a despesa de I&D efetuada pelo sector privado excedeu a efetuada pelo sector público nomeadamente nos laboratórios do Estado e nas instituições de ensino superior, universidades e institutos politécnicos.

A ideia que tenho é que frequentemente a inovação praticada em Portugal, serve para compensar alguma falta de organização que nos caracteriza, contribuindo para o famoso fenómeno designado por "desenrasca" que é uma competência muito portuguesa, que permite superar inúmeros problemas, com poucos meios e em pouco tempo mas, que origina, normalmente, falhas graves nomeadamente ao nível das "derrapagens financeiras" e na qualidade do resultado final.
Cumprimentos,
André Pereira