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INVENTÁRIO

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Iniciado por Liliana Rocha Fernandes, Dezembro 26, 2014, 09:54:22 PM

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Liliana Rocha Fernandes

Caros colegas,

Tenho um cliente que recebeu a visita das finanças, a alertar para o inventário. Alertaram-no para verificar os stoks e para regularizar-los caso haja necessidade, que durante o mês de fevereiro vinham fazer a contagem fisica.
O facto é que este cliente tem um inventario real inferior ao registado em balanço (diferença de cerca de 30000€), isto porque tinha duas atividades e quando uma delas foi encerrada nada foi feito pelo anterior TOC. O facto é que eram bens perecíveis e que o senhor foi gastando.
Como fazer para regularizar tal situação?!

Obrigada

JRMSILVA



Bom dia,

Tenho uma situação parecida. Tenho um cliente que tem uma segunda empresa que se encontra inactiva à algum tempo, mas que tem um stock de 20000 euros.

Na realidade este stock não existe, este valor já transitou do anterior TOC desde 2012.

Já pensei em corrigir para a conta 56 - Resultados Transitados, já que se trata de uma correcção que altera profundamente o balanço da empresa.

Continuação de boas festas.


Gostava de saber outras opiniões.


maria mariano

Tenho uma situação identica.
Já pensei acertar a diferença na conta 38 , i.e , debitando 38 e creditando 32. Mas não sei até que ponto o fisco aceita.
Normalmente o racíocinio deles é : Fuga ao fisco !!! e corrigem vendas.


kushinadaime

Faz-se um auto de destruição, os gerentes assinam, datado deste ano e prontos.
Falta a comunicação ás finanças, paciência, não é possível fazer melhor...
Se forem apanhados presume-se que foi transmitido, presunção essa que é afastada pelo auto de destruição, e se bem me lembro a obrigação declarativa da destruição não tem sanções associadas, portanto fica por aí...
Isto sou eu a pensar alto...

JRMSILVA


Amigo kushinadaime, estou a recolher opiniões, na sua óptica, a hipótese que referi de corrigir para a conta 56, é descabida?

A sua hipótese é possível, mas vai aumentar os gastos.


E já agora as finanças ao verificarem que o pessoal anda a corrigir os stocks, mesmo aquelas empresas que não estejam obrigadas a comunicar às finanças, não ficarão com informação para posteriormente levantarem autos de inspecção?

Ou seja, se o stock não está correcto, geralmente é porque houve vendas por fora, as finanças ao saber que a empresa corrigiu o stock, pode perguntar o porquê dele não estar certo. Não estaremos a meter todos na boca do lobo?

A.Jesus

Boa noite Colegas e desde já Bom Ano,

Um Colega meu viu um cliente seu visitado pela equipe de inspeção das finanças por causa desse assunto, stock!
Claro está que a empresa tem declarado um valor de inventário que não corresponde ao material armazenado. A indicação dos inspetores foi, FATURAR e em abril voltam a visitar para verificar se a situação foi regularizada.
A ver vamos!

JRMSILVA



Pois, só que essa é uma hipótese cara. Corrigir mil euros de stock é uma coisa, mas se começamos a falar de dezenas de milhar de euros em stock, o valor do IVA é de fugir.

Tenho um cliente que na transformação da matéria-prima tem sempre desperdícios, neste caso pode corrigir uma parte do stock alegando que há perdas de matéria-prima, o que será um gasto.

kushinadaime

Citação de: JRMSILVA em Dezembro 31, 2014, 02:46:03 PM
Amigo kushinadaime, estou a recolher opiniões, na sua óptica, a hipótese que referi de corrigir para a conta 56, é descabida?

A sua hipótese é possível, mas vai aumentar os gastos.


E já agora as finanças ao verificarem que o pessoal anda a corrigir os stocks, mesmo aquelas empresas que não estejam obrigadas a comunicar às finanças, não ficarão com informação para posteriormente levantarem autos de inspecção?

Ou seja, se o stock não está correcto, geralmente é porque houve vendas por fora, as finanças ao saber que a empresa corrigiu o stock, pode perguntar o porquê dele não estar certo. Não estaremos a meter todos na boca do lobo?
Um erro tão material quanto este, varias dezenas de milhar de euros, vai obrigar a corrigir as demonstrações financeiras segundo o método da ncrf das políticas contabilísticas, alteração ás estimativas e erros, o que a meu ver cria iguais oportunidades de haver problemas com a AT.
Quanto a mim a única diferença entre as duas hipóteses é o trabalho que envolve, sendo assim sugeri a hipótese mais benéfica.